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      <title>Nova Evangelização e "Evangelii Nuntiandi": ai de mim se não evangelizar</title>
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      <description>00:06:00:00
Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, voltamos ao nosso encontro de todas as semanas reservado à nova evangelização: como se tem reiterado, não um modismo na Igreja, mas uma prioridade para a Igreja em nossos tempos.

Justamente por ser uma prioridade, Bento XVI "decidiu convocar a XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre o tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã, que se realizará de 7 a 28 de outubro deste ano. Retomando a reflexão até agora realizada sobre o tema, a Assembleia sinodal terá por objetivo analisar a situação atual nas Igrejas particulares, para traçar, em comunhão com o Santo Padre Bento XVI (...), novas formas e expressões da Boa Notícia que devem ser transmitidas ao homem contemporâneo com renovado entusiasmo, próprio dos santos, alegres testemunhas do Senhor Jesus Cristo (...). É um desafio a retirar, como o escriba que se tornou discípulo do Reino dos céus, coisas novas e coisas antigas do precioso tesouro da Tradição (cf. Mt. 23, 52)". (Prefácio dos Lineamenta para o referido Sínodo)

É nesse sentido que temos recorrido a alguns documentos magisteriais pertinentes à ação missionária da Igreja para uma oportuna revisitação – em vista do aguardado Sínodo de outubro próximo.

Nesta edição, com a segunda parte do nº 80 da "Evangelii Nuntiandi" concluímos nossa revisitação à Exortação Apostólica do Papa Paulo VI, de 8 de dezembro de 1975. Concluindo o importante documento, no nº 80 – que tem por título "Com o fervor dos santos" – Paulo VI relança a prioridade da Evangelização, e, em sua segunda parte, diz o seguinte:

"Será então um crime contra a liberdade de outrem o proclamar com alegria uma Boa Nova que se recebeu primeiro, pela misericórdia do Senhor? (132) Ou por que, então, só a mentira e o erro, a degradação e a pornografia, teriam o direito de serem propostos e com insistência, infelizmente, pela propaganda destrutiva dos "mass media", pela tolerância das legislações e pelo acanhamento dos bons e pelo atrevimento dos maus? Esta maneira respeitosa de propor Cristo e o seu reino, mais do que um direito, é um dever do evangelizador. E é também um direito dos homens seus irmãos o receber dele o anúncio da Boa Nova da salvação. Esta salvação, Deus pode realizá-la em quem ele quer por vias extraordinárias que somente ele conhece.(133) E entretanto, se o seu Filho veio, foi precisamente para nos revelar, pela sua palavra e pela sua vida, os caminhos ordinários da salvação. E ele ordenou-nos transmitir aos outros essa revelação, com a sua própria autoridade.
Sendo assim, não deixaria de ter a sua utilidade que cada cristão e cada evangelizador aprofundasse na oração este pensamento: os homens poderão salvar-se por outras vias, graças à misericórdia de Deus, se nós não lhes anunciarmos o Evangelho; mas nós, poder-nos-emos salvar se, por negligência, por medo ou por vergonha, aquilo que São Paulo chamava exatamente "envergonhar-se do Evangelho",(134) ou por se seguirem idéias falsas, nos omitirmos de o anunciar? Isso seria, com efeito, trair o apelo de Deus que, pela voz dos ministros do Evangelho, quer fazer germinar a semente; e dependerá de nós que essa semente venha a tornar-se uma árvore e a produzir todo o seu fruto.
Conservemos o fervor do espírito, portanto; conservemos a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! Que isto constitua para nós, como para João Batista, para Pedro e para Paulo, para os outros apóstolos e para uma multidão de admiráveis evangelizadores no decurso da história da Igreja, um impulso interior que ninguém nem nada possam extinguir. Que isto constitua, ainda, a grande alegria das nossas vidas consagradas. E que o mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia, ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o reino seja anunciado e a Igreja seja implantada no meio do mundo."

Amigo ouvinte, o anúncio de Jesus Cristo é a via ordinária da salvação, mas Deus dispõe de outros meios para aqueles que não receberam tal anúncio: a via extraordinária. O grande teólogo Karl Rahner afirma que todos são beneficiados pela graça da morte e ressurreição de Cristo (a via existencial sobrenatural). Mas depois há o anúncio explícito que alcança uma minoria e nós somos chamados a esse anúncio. Paulo VI afirma com palavras claras que quem não evangeliza coloca em perigo a própria vida. Compreende-se que os motivos da evangelização são a vontade de Deus e a salvação pessoal. Uma última observação: na exortação resulta claro que a evangelização é coextensiva à ação eclesial. É a dinâmica fundamental da Igreja.

Amigo ouvinte, por hoje é só. Semana que vem tem mais, se Deus quiser! (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 19:47:31 GMT</pubDate>
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      <title>Igreja do Brasil se prepara ao debate nacional da Missão</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=588077</link>
      <description>  00:05:56:59  
Palmas (RV) - A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas, TO. A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). 

Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano - CAM 4 - Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela. 

O objetivo geral é “Assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 - Comla 9”.

Para Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional é um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”. 

A RV conversou com o diretor nacional das POM no Brasil, Padre Camilo Pauletti, especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.

"A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma mais de 50 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre.
O nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais".

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil por sua vez também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.

Em junho de 2011, a CNBB nomeou como Presidente desta Comissão o Cardeal Cláudio Hummes, Prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, Bispo de Campina Grande também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: Dom Erwin Kräutler, Bispo do Xingu (PA), Dom Moacyr Grechi, Arcebispo de Porto Velho (RO) e Dom Sérgio Castriani, Bispo de Tefé (AM).

Em entrevista concedida à RV, Dom Cláudio explica que a Comissão tem duas grandes finalidades: “uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. Esta é a primeira grande finalidade”.

“A segunda, acrescenta Dom Cláudio, é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”. 

(CM)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Thu, 17 May 2012 08:04:00 GMT</pubDate>
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      <title>Papa: "Domingo, ocasião para estreitar laços familiares"</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=588327</link>
      <description>Cidade do Vaticano (RV) – Como todas as quartas-feiras, o Pontífice concedeu esta manhã audiência aberta ao público, na Praça São Pedro. Depois de saudar todos os presentes de seu papa-móvel, Bento XVI proferiu uma catequese do palanque montado diante da porta da Basílica. 

Os pontos centrais do encontro foram: um apelo para que o dia de Domingo seja visto como uma ocasião para reforçar as relações familiares, uma saudação especial à Comunidade Shalom, e a sua catequese, focada nas Cartas de São Paulo.

“O Apóstolo dos Gentios apresenta a oração em várias formas, fazendo-a penetrar em todas as realidades, pessoais e comunitárias. Para ele, a oração é antes de tudo o fruto da presença viva do Pai e de Jesus Cristo em nós, por meio do Espírito Santo” – disse o Papa. 

Bento XVI continuou discorrendo que quanto mais prosseguirmos no diálogo com Deus, mais entenderemos nossos limites e a necessidade de nos confiarmos sempre ao Senhor. Com a sua presença e sua ação em nossa fragilidade, o Espírito do Pai e do Filho nos transforma e realiza a nossa união ao Cristo. 

O Papa assegurou aos féis que Cristo é o princípio interior de todas as nossas ações; ele nos torna capazes de abandonar o medo e a escravidão para vivermos livres, como filhos de Deus: esta é uma liberdade pelo bem e pela vida. 

Em português, Bento XVI fez um resumo da catequese:

  00:01:57:19  

“Para São Paulo, a oração é, sobretudo o Espírito Santo em ação dentro de nós. Ele orienta o nosso coração para Jesus Cristo, a ponto de podermos dizer: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Habitando na nossa fragilidade humana, o Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis e conduz-nos para as alturas de Deus. Muitas vezes rezamos a Deus, para que nos livre de males e tribulações; mas temos a impressão de não ser ouvidos e… desanimamos. Ora, não há grito humano que não seja ouvido por Deus; e é precisamente na oração constante e fiel que compreendemos, com São Paulo, que «os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura de se revelar em nós». A resposta do Pai a seu Filho não foi a libertação imediata dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas precisamente através da cruz e da morte – como expressão do amor supremo – Deus respondeu, para além de todas as expectativas humanas, com a ressurreição. 

Amados peregrinos de língua portuguesa, em particular os vários grupos vindos do Brasil, cuja peregrinação se detém hoje junto do túmulo de São Pedro e neste Encontro com o seu Sucessor: Obrigado pela vossa presença e oração! A todos saúdo, confiando à Virgem Maria os vossos corações e os vossos passos para que neles se mantenha viva a luz de Deus. Para vós e vossas famílias, a minha Bênção!”

Na sequência, Bento XVI fez saudações em várias outras línguas. Em inglês, cumprimentou o Cardeal hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga, Presidente da Caritas Internationalis, e os membros do Conselho, pelo novo quadro jurídico da organização, “que certamente vai apoiar e encorajar o importante serviço a favor das pessoas carentes no mundo”. 

Em italiano, dirigiu-se diretamente aos representantes da Comunidade Católica Shalom, que comemora 30 anos de fundação.

O Papa disse esperar que a aprovação de seus estatutos seja um encorajamento para que prossigam com entusiasmo no testemunho evangélico. E garantiu que acompanha a Comunidade com orações e bênçãos, para que seus membros continuem sendo alegres instrumentos de amor e misericórdia de Deus. 

Finalizando, Bento XVI recordou que terça-feira, 15 de maio, celebrou-se o Dia Internacional das Famílias, instituído pelas Nações Unidas e dedicado este ano ao equilíbrio entre duas questões estritamente ligadas: a família e o trabalho.

Papa Ratzinger asseverou que o trabalho não pode ser um obstáculo para a família, mas sim um meio para mantê-la e uni-la; ajudando-a a abrir-se à vida e a relacionar-se com a sociedade e a Igreja. E por fim, chamou a atenção para o fato que o Domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, deve ser um dia de descanso e uma chance para reforçar os laços familiares. 

No final da audiência, Bento XVI concedeu a todos a sua bênção apostólica. 
(CM)
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      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Wed, 16 May 2012 11:21:55 GMT</pubDate>
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      <title>Ministro-Geral da Ordem dos Frades Menores comenta visita do Papa a Arezzo</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=587913</link>
      <description>Cidade do Vaticano (RV) - Na visita pastoral que fez neste domingo a Arezzo e Sansepolcro – localizadas na região italiana da Toscana –, Bento XVI não deixou de falar, dentre outros, sobre os problemas sociais que persistem também na Itália, intensificados com o agravamento da crise econômica e financeira porque passam muitos países da Europa, e não só.

O Papa pediu solidariedade e exortou a se buscar, juntos, a solução para os problemas que – em situação de crise – atingem sobremaneira as famílias. A propósito desse apelo do Papa, nosso colega Alberto Goroni ouviu o Ministro-Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Pe. José Rodríguez Carballo: 00:01:20:02 (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Tue, 15 May 2012 20:32:00 GMT</pubDate>
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      <title>Nova Evangelização e "Evangelii Nuntiandi": anunciadores do Evangelho com o fervor dos santos</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=587905</link>
      <description>00:05:30:00
Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, voltamos ao nosso encontro dedicado à nova evangelização. Neste espaço, tendo em vista o Sínodo dos Bispos que se realizará em outubro próximo, no Vaticano, justamente sobre a nova evangelização, temos aproveitado nossos encontros semanais para uma revisitação a alguns documentos magisteriais que versam sobre a missionariedade da Igreja que, por sua natureza, é missionária.

Nesse sentido estamos revisitando – em fase de conclusão – a "Evangelii Nuntiandi", de 1975. De fato, nesta edição trazemos o nº 80 da Exortação Apostólica, com o qual o Papa Paulo VI conclui o importante Documento que conferiu um notável dinamismo à ação evangelizadora da Igreja nas décadas que se seguiram.

Considerando a profundidade de conteúdo, a extensão do referido número e o tempo de que dispomos neste espaço de formação e aprofundamento, nesta edição vamos nos ater à primeira parte do nº80, no qual Paulo VI relança a prioridade da Evangelização.

O nº 80 da "Evangelii Nuntiandi" tem por título "Com o fervor dos santos", e – na primeira parte – diz o seguinte:

80. "Outro nosso apelo, aqui neste ponto, inspira-se no fervor que se pode observar sempre na vida dos grandes pregadores e evangelizadores, que se consagraram ao apostolado. Entre estes, apraz-nos realçar, particularmente, aqueles que, no decorrer deste Ano Santo, nós tivemos a dita de propor à veneração dos fiéis. Eles souberam superar muitos obstáculos que se opunham à evangelização.
De tais obstáculos, que são também dos nossos tempos, limitar-nos-emos a assinalar a falta de fervor, tanto mais grave por isso mesmo que provém de dentro, do interior de quem a experimenta. Essa falta de fervor manifesta-se no cansaço e na desilusão, no acomodamento e no desinteresse e, sobretudo, na falta de alegria e de esperança em numerosos evangelizadores. E assim, nós exortamos todos aqueles que, por qualquer título e em alguma escala, têm a tarefa de evangelizar, a alimentarem sempre o fervor espiritual.(130)
Este fervor exige, antes de mais nada, que nós saibamos banir os álibis que pretendessem opor-se à evangelização. Os mais insidiosos são certamente aqueles para os quais se presume encontrar um apoio neste ou naquele ensinamento do Concílio.
É assim que se ouve dizer, demasiado freqüentemente, sob diversas formas: impor uma verdade, ainda que seja a verdade do Evangelho, impor um caminho, ainda que seja o da salvação, não pode ser senão uma violência à liberdade religiosa. De resto, acrescenta-se ainda: Para que anunciar o Evangelho, uma vez que toda a gente é salva pela retidão do coração? E sabe-se bem, além disso, que o mundo e a história estão cheios de sementes da Palavra. Não será, pois, uma ilusão o pretender levar o Evangelho aonde ele já se encontra, nestas sementes que o próprio Senhor aí lançou?
Quem quer que se dê ao trabalho de aprofundar, nos mesmos documentos conciliares, os problemas em base aos quais esses álibis são formulados, de maneira demasiado superficial, encontrará uma visão totalmente diversa da realidade.
É claro que seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará, e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos,(131) longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não-crentes reputam nobre e exaltante" – concluímos aqui a primeira parte do nº 80.

Paulo VI nos chama ao fervor na evangelização. Com medo de propor uma verdade, não se evangeliza. O Papa Montini recorda que evangelizar é um ato de caridade. Se Cristo é o Salvador do mundo, então o homem tem o direito de o saber.

Deus oferece a sua salvação a todos os homens, mas isso não nos exime de evangelizar. O anúncio não é um impor. O ato de fé – sendo estruturalmente livre – jamais pode ser imposto, seria uma negação da própria fé.

Amigo ouvinte, na próxima edição continuaremos com o nº 80 da "Evangelii Nuntiandi". Por hoje nosso tempo já acabou. Semana que vem tem mais, se Deus quiser! (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Mon, 14 May 2012 19:43:08 GMT</pubDate>
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      <title>Regina Coeli em Arezzo: "que a Itália retome o caminho de renovação espiritual e ético"</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=587512</link>
      <description>  00:03:46:90  
Arezzo (RV) – Após a Santa Missa deste domingo, no Parque do Prato, em Arezzo, Bento XVI recitou a oração mariana do Regina Coeli. No contexto da viagem pastoral à Itália, a recitação não trouxe o resumo da catequese em outras línguas, como frequentemente acontece quando o Santo Padre está no Vaticano.

Abaixo a tradução, na íntegra, das palavras do Papa antes da recitação.

“Caros irmãos e irmãs!

Ao final desta celebração litúrgica, o momento da oração mariana nos convida a estarmos diante de Nossa Senhora do Conforto, que está na Catedral de Arezzo.

Como Mãe da Igreja, Nossa Senhora quer sempre confortar os seus filhos nos momentos de maior dificuldade e sofrimento. E esta cidade experimentou muitas vezes o seu socorro materno. Para tanto, também hoje, confiamos à sua intercessão todas as pessoas e famílias de sua comunidade que se encontram em situações de maior necessidade.

Ao mesmo tempo, mediante Maria, invocamos de Deus o conforto moral, para que a comunidade de Arezzo, e toda Itália, reajam à tentação da falta de coragem e, seguros também da grande tradição humanística, retomem com ênfase o caminho da renovação espiritual e ético, que sozinho pode conduzir a um autêntico melhoramento da vida social e civil. Cada um de nós, neste contexto, pode e deve dar sua contribuição".

(RB)


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      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 13 May 2012 13:14:26 GMT</pubDate>
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      <title>Santo Frei Galvão: cinco anos da canonização</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=587503</link>
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  00:02:22:90  
Cidade do Vaticano (RV) - Na última sexta-feira, foram comemorados os cinco anos da canonização de Frei Galvão, o primeiro Santo do Brasil. Lembramos agora alguns trechos importantes da homilia de Bento XVI, em 11 de maio de 2007, no Campo de Marte. Estatísticas da época revelam que ao menos 1 milhão de pessoas assistiram à Missa de Canonização.

"Demos graças a Deus pelos contínuos benefícios alcançados pelo poderoso influxo evangelizador que o Espírito Santo imprimiu em tantas almas através do Frei Galvão. O carisma franciscano, evangelicamente vivido, produziu frutos significativos através do seu testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia, de prudente e sábio orientador das almas que o procuravam e de grande devoto da Imaculada Conceição de Maria, de quem ele se considerava ‘filho e perpétuo escravo’".

O Papa ainda destacou a vida de Santidade de Frei Galvão.

“Significativo é o exemplo do Frei Galvão pela sua disponibilidade para servir o povo sempre quando era solicitado. Conselheiro de fama, pacificador das almas e das famílias, dispensador da caridade especialmente dos pobres e dos enfermos. Muito procurado para as confissões, pois era zeloso, sábio e prudente. Uma característica de quem ama de verdade é não querer que o Amado seja ofendido, por isso a conversão dos pecadores era a grande paixão do nosso Santo. A Irmã Helena Maria, que foi a primeira "recolhida" destinada a dar início ao 'Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição', testemunhou aquilo que Frei Galvão disse: 'Rezai para que Deus Nosso Senhor levante os pecadores com o seu potente braço do abismo miserável das culpas em que se encontram'. Possa essa delicada advertência servir-nos de estímulo para reconhecer na misericórdia divina o caminho para a reconciliação com Deus e com o próximo e para a paz das nossas consciências".

Os principais momentos da Canonização de Frei Galvão vão estar no documentário inédito da visita do Papa ao Brasil que está em fase de finalização, numa produção especial da Rádio Vaticano. Imagens inéditas e depoimentos de quem esteve muito próximo ao Papa, como Dom Odílo Scherer, Arcebispo de São Paulo. “Foi uma exceção. Geralmente, as canonizações são feitas em Roma. Mas para Frei Galvão, o Brasil foi presenteado com a canonização em solo nacional”.

(RB)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 13 May 2012 12:25:54 GMT</pubDate>
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      <title>Bento XVI em viagem pastoral à Itália, Santa Missa em Arezzo</title>
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      <description>  00:02:26:81  
Arezzo (RV) – Bento XVI chegou por volta das 8h30 a Arezzo, cidade da região italiana da Toscana. Pela manhã, presidiu a Santa Missa. À tarde, o Papa segue para o Santuário de La Verna, onde se encontrará com os religiosos franciscanos. À noite, Bento XVI fará um discurso aos cidadãos de Sansepolcro.

Na manhã deste domingo, no Parque do Prato, em Arezzo, logo no início de sua homilia, o Papa destacou a raiz cristã da diocese e as qualidades do povo.

“Hoje uma antiga Igreja me acolhe, uma Igreja perita em relações e benemérita pelo compromisso secular de construir a cidade do homem à imagem da Cidade de Deus. Na Toscana, a comunidade de Arezzo muitas vezes se distinguiu na história pelo sentimento de liberdade e pela capacidade de diálogo entre os diversos atores sociais. Vindo aqui pela primeira vez, minha alegria é que a Igreja saiba sempre fazer frutificar essa herança tão preciosa”.

O Papa ainda lembrou São Donato, Patrono da diocese “cujo testemunho de vida fascinou o cristianismo na Idade Média, e que ainda é atual”. Citou ainda o fato de que na Catedral de Arezzo está sepultado o Beato Papa Gregório X, numa demonstração “na diversidade dos tempos e das culturas, da continuidade do serviço que a Igreja de Cristo pretende promover ao mundo”.

Bento XVI citou também a questão da crise econômica, dizendo que “a complexidade dos problemas torna difícil encontrar as soluções mais rápidas e eficazes para sair dessa situação, que atinge principalmente os mais fracos e que tanto preocupa os jovens”. Por outro lado, incentivou a Igreja a continuar nos esforços e a “estar atenta e solidária àqueles que se encontram em necessidade, mas que saiba também educar visando a superação de lógicas meramente materiais, que frequentemente marcam o nosso tempo, e terminam por inibir o próprio sentido da solidariedade e da caridade”

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      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 13 May 2012 11:13:39 GMT</pubDate>
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      <title>Da redação: resposta aos ouvintes, leitores e amigos do Facebook</title>
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      <description>  00:04:14:69  Cidade do Vaticano (RV) – Domingo, 13 de maio! Dia das Mães e também dia do tradicional espaço aos ouvintes e leitores do Programa Brasileiro da RV! Sejam todos bem vindos!

Recebemos diversas cartas na última semana. Da Paraíba, do Sítio Vaca Manaíra, chegou a carta de Nelson Vicente de Oliveira. Nelson diz que acompanha o nosso noticiário e parabeniza a equipe. Obrigado Neslon, um abraço da Redação Brasileira.

De Farroupilha, RS, nosso fiel ouvinte Dr. Alberto Fetter também nos enviou três cartas. Ele relata os últimos acontecimentos no Brasil e os principais destaque da nossa programação, que ele ouviu via ondas curtas enquanto estava de férias no litoral gaúcho! Obrigado, continue sintonizado.

Da Arquidiocese de Niterói chegou um exemplar do jornal da arquidiocese. Muito obrigado a Pastoral da Comunicação.

Frei Flávio Freitas de Amorim, de Cidade Ocidental, em Goiás, nos enviou um exemplar da revista Cavaleira da Imaculada. Agradecemos o presente!

De Rancho Queimado, Santa Catarina, chegou à redação um exemplar do jornal do Movimento Gianna Beretta Molla. Muito obrigado ao movimento!

Valdemir Soares, do Rio de Janeiro, nos enviou um relatório de recepção do Programa Brasileiro. Obrigado Valdemir, continue sintonizado!

Em nossa página Facebook foi proposto na última semana o tema: "No momento da provação, rezar conforta!", de acordo com o que disse Bento XVI na sua catequese semanal na Praça São Pedro.

Yasmim Reis, de João Pessoa, refletiu sobre o assunto!

“Momento de rezar é só na dor, tristeza? Não! Você deve rezar constantemente, o Santo Padre faz referência que na hora da dor rezar faz esquecer um pouco da tristeza que te deixa abalado! Você tem que ser firme! Firme na dor, firme na alegria! Voe cada vez mais alto! Deus te dá asas para superar tudo isso, e no meio de toda aquela oração, Ele te dá respostas a cada citação que você pronuncia! Deus hoje quer te fazer um vencedor! Como diz o Padre Fábio de Melo: "A vitória está preparada feito o presente que está embrulhado e que precisa ser aberto! Não perca tempo!" As asas que Deus te deu não foram para ficar aí parado se fazendo de uma pessoa indefesa em relação a esse mundo! Deus te deu asas para encarar o mundo face a face, Deus te deu asas para dizer: Eu vou voar cada vez mais alto através da oração, através da minha fé! O que Deus tem para a sua vida é muito maior do que esse mundo em que você pensa que é feliz, não tenhas medo, vá em frente, Deus está de braços abertos esperando por vocês! Como costumo dizer: A porta de entrada para o céu é a oração! A fé move montanhas e Deus quer, hoje, mover a montanha que faz barreira na tua vida, Deus quer te fazer um vencedor! Rezar muda, rezar renova, rezar restaura! No momento da provação rezar conforta! "Levanta-te e anda!" (Atos 3,6) É esse o desejo de Deus, fazer com quer você se levante em meio a dor, e com fé ore e supere toda a dificuldade, toda a dor, toda a tristeza, toda essa provação que te deixa derrubado! Mais é verdade é: Deus quer você de pé para o mundo!


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      <pubDate>Sun, 13 May 2012 10:32:29 GMT</pubDate>
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      <title>Fátima: divulgado trecho histórico de entrevista de Irmã Lúcia</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=587371</link>
      <description>  00:02:29:42  Cidade do Vaticano (RV) – Os arquivos da Rádio Vaticano guardam muitas entrevistas históricas, entre elas a de Irmã Lúcia de Jesus dos Santos, uma das três crianças que viram Nossa Senhora na Cova da Iria, em Fátima, durante o ano de 1917.

Nessa entrevista, gravada em Portugal em 2000, portanto cinco anos antes da morte da Irmã Lúcia, ela fala sobre seus primos Jacinta e Francisco Marto e também de sua expectativa para a visita do Beato João Paulo II, que iria ao país para beatificar os dois pastorzinhos.

Na época, Irmã Lúcia falou sobre seu primo Francisco. Teria ele ido à escola, ou não?

- Ele chegou e não chegou. Chegou a ir à escola, claro. Havia a escola para rapazinhos, em princípio, e para meninas não. Não era mista. Mas depois, passado algum tempo, em 1918, abriu também uma escola para meninas. Então, “rapazitos” iam à escola para rapazes e as meninas na escola para meninas. E ele dizia: “Mas Nossa Senhora me disse que me levaria para o céu, não é preciso que eu vá à escola”. Ele era aleijado da mão direita. Tinha, assim, a mão torta. Só o ensinavam a ler, não a escrever. E o Francisco: “Eu não vou, fico aqui com Nossa Senhora escondido”. 

O interlocutor, cónego Manuel Formigão, um dos grandes defensores e promotores da mensagem de Fátima, avisa então que o Papa João Paulo II vai se encontrar com ela. Então Irmã Lúcia revela:

- É que nós temos aí uma pequenas coisas a dizer ao Santo Padre…mas não sei se pode? São umas coisas de estudo…
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